Microsoft testa isolamento automático de PCs infectados no Defender para conter ataques cibernéticos
A Microsoft está implementando uma nova funcionalidade no Defender for Endpoint que isola automaticamente computadores comprometidos por cibercriminosos. O recurso, em fase de pré-visualização, visa impedir a propagação de ataques dentro de redes corporativas, desconectando dispositivos infectados enquanto mantém monitoramento remoto. Especialistas destacam a importância da medida diante da redução do tempo de movimentação lateral de invasores, que caiu 65% entre 2024 e 2025, chegando a apenas 27 segundos em casos extremos.
Como funciona o isolamento automático
O Defender for Endpoint identifica dispositivos comprometidos e os desconecta automaticamente da rede corporativa, criando uma barreira que impede a propagação do ataque. Apesar do isolamento, o computador permanece conectado ao serviço da Microsoft, permitindo que equipes de segurança continuem monitorando a máquina e atuem para conter a ameaça. A medida visa reduzir o risco de danos maiores, como roubo de dados ou infecção por ransomware, limitando o movimento lateral dos cibercriminosos dentro da rede.
Redução do tempo de breakout preocupa especialistas
Dados do Global Threat Report 2026 da CrowdStrike revelam que o tempo médio para invasores se moverem lateralmente em uma rede comprometida caiu para 29 minutos em 2025, com o ataque mais rápido registrado em apenas 27 segundos. A aceleração, impulsionada pelo uso de inteligência artificial por cibercriminosos, reforça a necessidade de soluções automatizadas como o isolamento automático do Defender for Endpoint para conter ameaças em tempo real.