Lula acusa extrema direita de tentar calar educação, ciência e arte por medo da conscientização popular
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a extrema direita busca silenciar professores, estudantes e a ciência, além de censurar a arte, por temer a educação como ferramenta de conscientização. A declaração foi feita durante fórum de reitores de universidades brasileiras e africanas em Brasília, no Dia da África. Lula também criticou o uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais e defendeu a cooperação entre instituições brasileiras e africanas para o desenvolvimento dos países mais pobres do continente.
Declarações durante fórum de reitores
Durante o fórum de reitores de universidades brasileiras e africanas, realizado em Brasília no Dia da África, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a extrema direita 'não tolera a autonomia das universidades'. Segundo Lula, há uma tentativa de 'calar professores e estudantes', 'negar a ciência', 'censurar as artes' e transformar 'as salas de aula em instrumento de dominação'. O presidente destacou que 'o pensamento crítico caminha lado a lado com a luta anticolonial e o combate ao racismo, à misoginia, à xenofobia e todas as formas de discriminação'. Lula citou o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, que defendia a educação como 'a arma mais poderosa para mudar o mundo'.
Críticas à inteligência artificial e cooperação internacional
Lula voltou a criticar o uso de ferramentas de inteligência artificial em campanhas eleitorais, reiterando sua posição contrária ao emprego dessa tecnologia em sua própria campanha para a reeleição em outubro de 2026. Além disso, o presidente defendeu a cooperação entre instituições brasileiras e africanas como estratégia para o desenvolvimento dos países mais pobres do continente africano.