Aprovação de Donald Trump cai para 35% após retorno da China e crise no Oriente Médio
Pesquisa Reuters/Ipsos revela queda na taxa de aprovação do presidente dos EUA, Donald Trump, para 35%, o segundo menor índice desde o início de seu segundo mandato em janeiro de 2025. A insatisfação entre republicanos cresce, especialmente devido ao aumento dos preços da gasolina após ataques ao Irã e paralisação do comércio global de petróleo. Trump enfrenta críticas internas no Partido Republicano às vésperas das eleições de meio de mandato de novembro de 2026.
Queda na popularidade e insatisfação entre republicanos
A taxa de aprovação de Donald Trump atingiu 35% em pesquisa realizada pela Reuters/Ipsos entre 15 e 18 de maio de 2026, um ponto percentual abaixo do registrado no início do mês e próximo ao menor índice de seu segundo mandato, de 34%, registrado em abril. Quando assumiu a presidência em janeiro de 2025, Trump tinha 47% de aprovação. A pesquisa, conduzida ao longo de quatro dias, aponta que a popularidade do presidente foi impactada pelo aumento dos preços da gasolina nos EUA, que subiram cerca de 50% desde fevereiro de 2026, após ataques ao Irã ordenados por Trump em conjunto com Israel. A guerra no Oriente Médio paralisou parte do comércio global de petróleo, elevando os custos nos postos de gasolina e gerando preocupação entre aliados republicanos, que buscam manter suas maiorias no Congresso nas eleições de meio de mandato de novembro.
Descontentamento no Partido Republicano
A insatisfação com o desempenho de Trump se espalha dentro do Partido Republicano. Segundo a pesquisa, 21% dos republicanos desaprovam o trabalho do presidente, um aumento significativo em relação aos 5% registrados logo após sua posse em janeiro de 2025. A aprovação entre republicanos caiu para 79%, ante 82% no início de maio e 91% no início de seu mandato. Os republicanos demonstram particular descontentamento com a forma como Trump lidou com o custo de vida dos americanos, uma das principais promessas de sua campanha em 2024. Após recuar de novas ameaças ao Irã e sugerir que um acordo está próximo, Trump ainda enfrenta desafios para conter a insatisfação popular e interna no partido.