TCM recomenda suspensão parcial de concurso da Câmara de Goiânia por indícios de irregularidades
O Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) recomendou a suspensão parcial do concurso público da Câmara Municipal de Goiânia, realizado em março pelo Instituto Verbena da UFG. A medida foi motivada pela aprovação de um servidor vinculado à banca organizadora, levantando suspeitas de quebra de isonomia e violação dos princípios da impessoalidade e moralidade administrativa. O caso será avaliado pelo conselheiro Humberto Aidar.
Contexto e suspeitas
O concurso público da Câmara de Goiânia, realizado no dia 15 de março de 2026, contou com mais de 30 mil inscritos para 622 vagas. O cargo de administrador, com salário de R$ 10.059,32, teve como primeiro colocado Luã Lírio de Souza Cruz, servidor da Universidade Federal de Goiás (UFG) vinculado ao Instituto Verbena, responsável pela organização do certame. A Secretaria de Controle Externo de Atos de Pessoal do TCM-GO apontou indícios de violação aos princípios da impessoalidade e moralidade administrativa, destacando que a mera quebra de isonomia entre candidatos já é suficiente para questionar a validade do concurso, independentemente de comprovação de fraude.
Próximos passos
O parecer favorável à suspensão parcial do concurso será analisado pelo conselheiro Humberto Aidar, do TCM-GO, que decidirá sobre a medida. A Câmara Municipal de Goiânia e o Instituto Verbena não se manifestaram até a publicação desta reportagem. O caso reforça a necessidade de rigor nos processos seletivos públicos para garantir transparência e igualdade de condições entre os candidatos.