Tokenmaxxing: Empresas de tecnologia enfrentam crise de produtividade com gastos excessivos em IA
Uber, Meta e outras gigantes da tecnologia relatam desperdício de bilhões em tokens de IA sem ganhos proporcionais de produtividade. Prática de 'tokenmaxxing' gera polêmica após declarações do COO da Uber, Andrew Macdonald, viralizarem nas redes. Especialistas alertam para falta de retorno concreto nos investimentos em inteligência artificial.
Uber e Meta lideram corrida por IA com resultados questionáveis
O COO da Uber, Andrew Macdonald, admitiu em entrevista que a empresa não observou melhorias diretas de produtividade com o aumento do uso de tokens de IA. 'Esse vínculo ainda não existe, certo?', questionou Macdonald, cujas declarações alcançaram mais de 2 milhões de visualizações no X. A Uber consumiu todo o seu orçamento anual de IA nos primeiros quatro meses de 2026, segundo relatório do *The Information*.
Tokenmaxxing: A prática que virou polêmica no Vale do Silício
O termo 'tokenmaxxing' refere-se ao uso excessivo de tokens de IA — unidades básicas processadas por chatbots, equivalentes a cerca de ¾ de uma palavra cada — sem comprovação de eficiência. Empresas como Meta, Disney e JPMorgan adotaram modelos de trabalho baseados em IA, como 'pods' e métricas de uso obrigatório, mas profissionais alertam para desperdícios. Akshat Bubna, CTO da startup Modal, afirmou no X que '50% dos gastos internos com tokens são completamente inúteis'.
Gastos bilionários sem retorno claro
Visa e outras corporações monitoram o uso de IA por funcionários e recompensam equipes que aceleram processos com a tecnologia. No entanto, a falta de métricas claras de retorno sobre investimento (ROI) levanta dúvidas sobre a sustentabilidade da estratégia. 'Milhões de dólares em tokens foram queimados sem ROI significativo', criticou Bubna. A pressão por resultados rápidos tem gerado preocupações sobre a viabilidade financeira dos projetos de IA em larga escala.