Economista do Schwab alerta para 'vibepression' nos EUA, mas mantém otimismo com mercado e economia
Apesar do pessimismo recorde entre consumidores americanos, o economista Kevin Gordon, da Charles Schwab, descreve o cenário econômico dos EUA como uma 'vibepression' — uma depressão baseada em percepções, não em dados concretos. Gordon destaca que indicadores como PIB, emprego e lucros corporativos permanecem fortes, contrariando a baixa confiança registrada em pesquisas como a da Universidade de Michigan.
Indicadores econômicos versus sentimento do consumidor
Kevin Gordon, chefe de pesquisa macro da Charles Schwab, afirmou em podcast da Piper Sandler que a economia dos EUA vive uma 'vibepression', termo que combina 'vibe' (percepção) e 'recession' (recessão). Enquanto a confiança do consumidor atingiu o menor patamar histórico em abril de 2026, com o índice da Universidade de Michigan caindo para 47,6, dados objetivos como o PIB em expansão e a taxa de desemprego relativamente baixa não indicam recessão. Gordon atribuiu o pessimismo à persistência da inflação, que continua pressionando o poder de compra dos americanos.
Mercado em alta e resiliência corporativa
Gordon manteve uma visão otimista para os mercados, destacando a resiliência do mercado de trabalho e os lucros corporativos como pilares para a continuidade do crescimento. Segundo ele, não há sinais iminentes de interrupção na força dos ganhos das empresas, que têm sustentado as altas recentes nos mercados. O economista reforçou que, apesar das previsões de recessão, os fundamentos macroeconômicos não justificam um cenário de crise semelhante ao da crise financeira de 2008.