Polícia Militar usa agentes químicos após confusão em comemoração de jogo do Brasil em Cabo Frio
Ação da Polícia Militar (PM) em Cabo Frio, no Rio de Janeiro, após a partida entre Brasil e Noruega na Copa do Mundo 2026, terminou com o uso de agentes químicos para dispersar um grupo. Moradores relataram que pessoas não envolvidas nos tumultos, incluindo idosos e crianças, foram atingidas. A PM afirmou que a medida foi necessária após o lançamento de artefatos explosivos contra as equipes de segurança.
Operação de segurança e apreensões prévias
Nos dias que antecederam a partida entre Brasil e Noruega, a Polícia Militar realizou operações integradas com a Guarda Civil Municipal e a 126ª Delegacia de Polícia em Cabo Frio. As ações resultaram na apreensão de 35 motocicletas e dois automóveis por irregularidades. Além disso, um trabalho de inteligência identificou informações sobre a suposta fabricação de artefatos explosivos artesanais, que poderiam ser utilizados contra as forças de segurança durante as comemorações.
Confronto durante e após o jogo
Durante o policiamento no bairro Jardim Esperança, dois homens foram abordados portando artefatos explosivos e encaminhados à delegacia. Um deles foi autuado por desacato e por crime relacionado à posse e fabricação de explosivos. Após o término da partida, equipes da PM foram alvo do lançamento de artefatos explosivos por pessoas dispersas entre o público, o que dificultou a identificação dos responsáveis. A corporação utilizou granadas de agente lacrimogêneo para dispersar os envolvidos e restabelecer a ordem pública.
Reações de moradores
Moradores do bairro Jardim Esperança relataram que idosos, crianças e pessoas que não participavam dos tumultos também foram atingidos pelos efeitos do gás lacrimogêneo e do spray de pimenta. A PM afirmou que, em razão das condições do vento, parte do agente químico acabou se espalhando pela região, afetando áreas residenciais.