Cuba confirma conversas recentes com EUA em Havana e nega exigências coercitivas
Cuba confirmou que realizou encontros recentes com autoridades dos Estados Unidos em Havana, envolvendo delegações de alto nível de ambos os países. O governo cubano negou que os EUA tenham feito exigências coercitivas, como a libertação de presos políticos, e destacou que as discussões ocorreram de forma respeitosa e profissional. A eliminação do 'cerco energético' foi apontada como prioridade para Cuba.
Detalhes das conversas e posicionamentos
O diretor de assuntos bilaterais Cuba-Estados Unidos do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, Alejandro García, confirmou que as conversas ocorreram recentemente em Havana. Segundo ele, a delegação cubana foi liderada por um vice-ministro das Relações Exteriores, enquanto os EUA enviaram secretários adjuntos do Departamento de Estado. García enfatizou que não houve estabelecimento de prazos ou exigências coercitivas durante as reuniões, contrariando informações divulgadas pelo veículo americano Axios, que citou um funcionário dos EUA afirmando que Washington teria exigido a libertação de presos políticos. O diplomata cubano classificou o tema como 'sensível' e tratado com 'discrição'.
Contexto das relações Cuba-EUA
As conversas entre Cuba e Estados Unidos ocorrem em um momento de tensões elevadas, especialmente após a administração do presidente americano ter adotado medidas restritivas em janeiro de 2026. O governo cubano destacou a eliminação do 'cerco energético' como uma de suas principais demandas nas negociações. As reuniões foram descritas como parte de um processo contínuo, mas sem avanços públicos significativos até o momento.