Lula critica Trump por ameaças de guerra e propõe ordem mundial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou Donald Trump por "ameaçar outros países com guerra o tempo todo", afirmando que o líder norte-americano não foi eleito "imperador do mundo". Lula expressou preocupação com o conflito no Irã e seu impacto nos países pobres, propondo uma reunião do Conselho de Segurança da ONU e mudanças na composição do órgão.
Declarações de Lula sobre Donald Trump e conflito no Irã
Em entrevista à revista alemã Der Spiegel, publicada em 16 de abril de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou Donald Trump por suas constantes ameaças de guerra. Lula afirmou que "Trump não foi eleito imperador do mundo" e que o líder norte-americano "não pode ficar ameaçando outros países com guerra o tempo todo". O presidente defendeu a necessidade de "colocar este mundo em ordem, que está prestes a se transformar em um campo único de batalha". Lula lamentou que, em julho de 2025, suas declarações sobre tarifas dos Estados Unidos ao Brasil tenham sido rebatidas pela Casa Branca. O presidente também relatou ter pedido aos líderes da China, Rússia e França que fosse convocada uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para discutir o conflito envolvendo o Irã, mas disse que "ninguém deu ouvidos". Comparou a situação atual a estar "à deriva em alto mar, em um navio sem capitão". Ele alertou que o conflito entre Trump e o Irã poderia resultar em um aumento dos preços de alimentos básicos, como feijão, carne e verduras, afetando principalmente os pobres da África e da América Latina. Lula sugeriu que o secretário-geral da ONU, António Guterres, deveria convocar uma Assembleia Geral extraordinária para que líderes mundiais prestem contas. O presidente reiterou a defesa de mudanças na composição do Conselho de Segurança da ONU, defendendo a inclusão de novos membros permanentes representando a África, o Oriente Médio, além de países como Brasil e Alemanha.