IBM desenvolve sistema de refrigeração criogênica para computação quântica
A IBM criou uma 'geladeira quântica' capaz de manter processadores em temperaturas inferiores a 15 milikelvins (0,015°C), cerca de 200 vezes mais frio que o espaço profundo. O objetivo é permitir a conexão de múltiplos módulos criogênicos para criar sistemas quânticos maiores e tolerantes a falhas, superando limitações de escala e permitindo que qubits em diferentes dispositivos interajam sem interferência térmica.
Inovação em Refrigeração
O novo sistema de refrigeração modular foi projetado para permitir que diferentes processadores quânticos operem simultaneamente em temperaturas extremas. A estabilidade térmica é crucial, pois o calor pode causar erros nos qubits supercondutores, que são a base do processamento quântico.
Arquitetura Modular e Conectividade
Para resolver problemas de escala, a IBM desenvolveu os 'L-couplers' — cabos supercondutores de alumínio de até um metro. Eles permitem que qubits em módulos físicos distintos se comuniquem, possibilitando a construção de sistemas maiores sem a necessidade de concentrar todos os componentes em um único dispositivo físico.
Rumo ao Computador Quântico Starling
A tecnologia será fundamental para o computador quântico Starling, previsto para 2029, que visa operar com 200 qubits lógicos. Embora a conexão entre módulos ainda precise de testes com operações complexas, a arquitetura é um passo crítico para a criação de infraestruturas quânticas robustas e escaláveis.