OpenAI se distancia de doações políticas de cofundador e reforça neutralidade em ano eleitoral
A OpenAI divulgou comunicado oficial afirmando que não direciona atividades ou tem visibilidade sobre operações do super PAC 'Leading the Future' (LTF), ao qual seu presidente, Greg Brockman, doou US$ 25 milhões. A empresa reforçou que não contribuiu para campanhas políticas ou super PACs e defendeu transparência em debates regulatórios sobre inteligência artificial.
Contexto das doações e posicionamento da OpenAI
O cofundador e presidente da OpenAI, Greg Brockman, e sua esposa doaram US$ 25 milhões ao super PAC 'Leading the Future' (LTF) em 2025, conforme registros da Comissão Eleitoral Federal dos EUA (FEC). O LTF, financiado por figuras proeminentes do Vale do Silício, levantou mais de US$ 50 milhões até o final de 2025, com contribuições adicionais de empresas como Perplexity (US$ 100 mil) e da firma de venture capital Andreessen Horowitz (US$ 25 milhões). Em comunicado publicado na segunda-feira (2), a OpenAI esclareceu que não direciona as atividades do LTF nem possui visibilidade sobre suas operações. A empresa também afirmou que não realizou doações a super PACs, campanhas políticas ou possui um comitê de ação política (PAC) financiado por funcionários.
Reações e críticas ao envolvimento político
O pesquisador da OpenAI, Jason Wolfe, expressou alívio pelo posicionamento da empresa em postagem no X (antigo Twitter), declarando: 'Pessoalmente, eu realmente não gosto de muitas coisas que ouvi sobre o LTF'. Wolfe reconheceu que a declaração é um 'pequeno passo' e que a confiança precisará ser conquistada por meio de ações futuras. A OpenAI destacou a necessidade de 'regulação ponderada' da IA e criticou táticas como o 'astroturfing' (campanhas que simulam movimentos populares espontâneos), que obscurecem escolhas reais enfrentadas por formuladores de políticas e pelo público. O LTF não respondeu a pedido de comentário da Business Insider.