Café arábica cultivado em fazenda de Sabrina Sato no interior de SP tem produção sustentável e características únicas
Fazenda da família de Sabrina Sato, em Piraju (SP), cultiva café arábica, espécie que lidera o consumo no Brasil. O grão se diferencia do conilon por sua classificação de bebida, doçura natural e menor teor de cafeína. Especialista explica as particularidades do cultivo e preparo, destacando o trabalho mais detalhado necessário para o arábica.
Diferenças entre café arábica e conilon
Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), existem 124 plantas relacionadas ao gênero *Coffea*, mas apenas duas são amplamente utilizadas: o arábica e o conilon. O café arábica, cultivado na fazenda de Sabrina Sato em Piraju (SP), é o mais consumido no Brasil e se destaca por sua classificação de bebida, que varia de 'estritamente mole' a 'rio', indicando características como doçura natural, suavidade e acidez equilibrada. Já o conilon, por sua vez, não possui essa classificação e apresenta um sabor mais acentuado devido ao maior teor de cafeína. O diretor de uma empresa de alimentos de Itapetininga (SP), Ércio, explica que o arábica tem menor teor de cafeína e maior acidez, enquanto o conilon é considerado uma bebida neutra. O preparo do arábica é descrito como mais trabalhoso, exigindo maior cuidado em comparação ao conilon.
Produção sustentável na fazenda de Sabrina Sato
A propriedade da família de Sabrina Sato, localizada em Piraju (SP), dedica 50 hectares ao cultivo do café arábica. A produção é voltada para práticas sustentáveis, alinhadas com a demanda crescente por produtos de origem controlada e com menor impacto ambiental. O café arábica da fazenda é um exemplo de como a cafeicultura brasileira pode combinar qualidade e responsabilidade socioambiental, atendendo a um mercado que valoriza não apenas o sabor, mas também a origem e os métodos de cultivo.