Israel mata três jornalistas em 24 horas no Líbano e Gaza; críticas se intensificam
A Força de Defesa de Israel (IDF) é acusada de assassinar três jornalistas em um dia, sendo um na Faixa de Gaza e dois no Líbano. A Al Jazeera classificou o ato contra o jornalista Muhammad Washah como 'crime hediondo', refutando acusações de ligação com o Hamas. O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) condenou os ataques.
Jornalistas mortos em ataques israelenses
Em um período de 24 horas, a Força de Defesa de Israel (IDF) causou a morte de três jornalistas: um na Faixa de Gaza e dois no Líbano. Desde 2 de março, sete jornalistas foram mortos por bombardeios israelenses no Líbano, gerando críticas de entidades representativas da profissão. A jornalista libanesa Ghada Daikh, da Rádio Sawt Al-Farah, foi morta em Tiro, no sul do Líbano. Suzan Al-Khalil, da emissora TV Al-Manar, também foi vítima fatal no mesmo dia. Em Gaza, o jornalista Muhammad Washah, da Al Jazeera, foi morto. A IDF assumiu a autoria do atentado, alegando que Washah 'atuava sob o disfarce de jornalista da Al Jazeera, explorando essa identidade para promover atividades terroristas contra as forças de defesa de Israel e o Estado de Israel'. A Al Jazeera rebateu a acusação, classificando o ato como 'crime hediondo' e negando qualquer vínculo de Washah com o Hamas, destacando que o profissional trabalhava na emissora desde 2018. A emissora do Catar afirmou que o incidente constitui uma 'violação nova e flagrante de todas as leis e normas internacionais' e reflete uma 'política sistemática contínua de perseguição a jornalistas e silenciamento da voz da verdade'. Washah foi morto por um drone que atingiu seu carro a oeste da cidade de Gaza, elevando para 262 o número de jornalistas assassinados em Gaza desde 7 de outubro de 2023. O Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), com sede em Nova York, condenou os assassinatos.