DHS ameaça cortar agentes de alfândega em aeroportos de cidades-santuário e pode causar caos aéreo nos EUA
O secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS) dos EUA, Markwayne Mullin, anunciou planos para reduzir agentes de alfândega em aeroportos internacionais localizados em cidades que não cooperam com esforços de deportação. A medida, que visa punir cidades-santuário, pode gerar caos no setor aéreo, com rotas sendo redesenhadas às pressas e aeroportos enfrentando problemas de capacidade, pessoal e logística.
Impacto imediato nas rotas aéreas
A ameaça do DHS de cortar agentes de alfândega em aeroportos como JFK (Nova York), O’Hare (Chicago) e LAX (Los Angeles) — todos em cidades-santuário — forçaria companhias aéreas a redirecionar voos internacionais para hubs alternativos, como Dallas-Fort Worth, Charlotte ou Miami. Segundo a Business Insider, um exemplo prático seria o voo American Airlines 101, que parte diariamente de Londres-Heathrow para o JFK. Com a medida, a empresa teria que realocar o voo para outro aeroporto, sobrecarregando hubs já congestionados e exigindo ajustes urgentes em escalas, pessoal e infraestrutura.
Riscos operacionais e logísticos
Aeroportos como Dallas-Fort Worth, Charlotte e Miami operam próximo à capacidade máxima. A realocação de voos internacionais exigiria negociações com autoridades locais, ajustes em contratos com prestadores de serviços (como catering e limpeza) e reforço no quadro de funcionários. Além disso, passageiros seriam afetados por atrasos, conexões perdidas e possíveis cancelamentos, agravando a crise no setor aéreo, que já enfrenta desafios pós-pandemia. A Associação de Transporte Aéreo Internacional (IATA) e o secretário de Transportes dos EUA se posicionaram contra a medida, alertando para consequências econômicas e operacionais graves.