Colômbia realiza eleições presidenciais em clima de violência e polarização política
A Colômbia realiza eleições presidenciais neste domingo (31) para escolher o sucessor de Gustavo Petro, em um pleito marcado por violência, polarização e tensões regionais. Onze candidatos disputam o primeiro turno, com Iván Cepeda, Paloma Valencia e Abelardo de la Espriella como favoritos. Pesquisas indicam provável segundo turno em 21 de junho.
Contexto e desafios eleitorais
A eleição ocorre em um cenário de crescente violência, com assassinatos de políticos e conflitos armados que aumentaram a sensação de insegurança no país. Durante a pré-campanha de 2025, um dos principais nomes da disputa presidencial foi morto em um atentado. Além disso, a Colômbia enfrenta tensões com o Equador, que realiza operações militares na fronteira para combater o crime organizado. A Constituição colombiana impede a reeleição de Gustavo Petro, que governa desde 2022 e promoveu avanços sociais, mas também enfrentou desgaste por dificuldades no combate ao crime e aumento do déficit fiscal.
Principais candidatos e propostas
Três candidatos lideram as pesquisas: Iván Cepeda, apoiado por Petro e defensor da continuidade das políticas sociais; Paloma Valencia, senadora conservadora; e Abelardo de la Espriella, ultradireitista alinhado a figuras como Donald Trump, Javier Milei e Nayib Bukele. Cepeda promete manter os programas sociais do governo atual, que incluíram aumento de 75% no salário mínimo nominal e redução do desemprego, mas também geraram preocupações sobre a sustentabilidade fiscal. Nenhum dos candidatos deve ultrapassar os 50% dos votos necessários para vencer no primeiro turno, indicando um provável segundo turno em 21 de junho.