Ex-executivo da PlayStation, Shuhei Yoshida, revela ter sido demitido após recusar ordens 'ridículas' de Jim Ryan
Shuhei Yoshida, ex-presidente da Worldwide Studios da PlayStation por 11 anos, afirmou ter sido demitido do cargo em 2019 após se recusar a acatar ordens consideradas 'ridículas' do então CEO Jim Ryan. Yoshida assumiu posteriormente a liderança de iniciativas para desenvolvedores independentes na Sony, cargo que ocupou até sua aposentadoria em 2024.
Contexto da demissão e mudanças na liderança
Yoshida, que trabalhou na PlayStation por 30 anos, detalhou em evento ALT: GAMES na Austrália que sua saída da liderança da Worldwide Studios ocorreu após conflitos com Jim Ryan. Segundo ele, Ryan queria removê-lo do cargo por não seguir suas diretrizes. 'Ele pediu para fazer algumas coisas ridículas, e eu disse: Não', afirmou Yoshida. Hermen Hulst, cofundador da Guerrilla Games, assumiu o posto em seu lugar. Yoshida foi realocado para um papel focado em apoiar desenvolvedores independentes, área pela qual demonstrou afinidade.
Impacto das estratégias de jogos como serviço
Yoshida mencionou que Ryan determinou que os estúdios da Sony desenvolvessem jogos como serviço (live-service) para acompanhar a tendência do mercado. Essa decisão teria gerado insatisfação entre desenvolvedores, culminando na saída de Connie Booth, figura histórica da PlayStation, que atualmente trabalha na EA. A Sony planejava lançar 12 jogos live-service, mas reduziu a meta pela metade após fracassos como o de 'Concord', fechado em 2024. Após o caso, a empresa implementou testes mais rigorosos para evitar novos insucessos.