Bolívia enfrenta onda de protestos com sete mortes e presidente acusa EUA de apoio a seu governo
O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, acusou organizações de promoverem manifestações violentas no país e afirmou ter apoio dos Estados Unidos. Protestos contra medidas neoliberais, como a eliminação de subsídios aos combustíveis, resultaram em sete mortes, 40 feridos e 127 detenções. A Central Operária Boliviana lidera os atos, exigindo a recriação dos subsídios e a renúncia do mandatário.
Contexto dos protestos
As manifestações na Bolívia começaram no início de maio, lideradas pela Central Operária Boliviana (COB) e outras organizações sindicais. O estopim foi a eliminação dos subsídios aos combustíveis pelo governo de Rodrigo Paz em março, medida que agravou a crise econômica e energética no país. Os protestos incluem marchas, cortes de estradas e atos multitudinários em cidades como La Paz, Cochabamba e Santa Cruz. Entre as principais demandas dos manifestantes estão a recriação dos subsídios e a renúncia do presidente.
Repressão e violência
Nos últimos dias, as forças de segurança bolivianas intensificaram a repressão aos protestos, resultando em sete mortes, mais de 40 feridos e 127 detenções. O presidente Rodrigo Paz classificou os manifestantes como 'vândalos' e acusou-os de promoverem atos violentos, como a destruição de teleféricos, agressões a civis e invasões de propriedades. Paz também destacou que seu governo está 'plenamente apoiado pelo governo dos Estados Unidos', sem apresentar evidências concretas dessa alegação.
Resposta do governo e demandas dos manifestantes
O presidente boliviano afirmou que seu governo está aberto ao diálogo com organizações que buscam negociações pacíficas, mas rejeitou as demandas dos movimentos que exigem sua renúncia. A Central Operária Boliviana, liderada por Mario Argollo, teve um pedido de prisão preventiva decretado pelo Ministério Público local. Além da recriação dos subsídios aos combustíveis, os manifestantes também exigem medidas para conter a crise econômica e energética que afeta o país.