EUA ameaçam tarifaço de 25% sobre 4,1 mil produtos brasileiros; governo e indústria correm contra prazo até 15 de julho
O governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, avalia impor tarifa adicional de 25% sobre 4,1 mil produtos exportados pelo Brasil, totalizando US$ 14,9 bilhões em exportações. A medida, proposta pelo Escritório do Representante de Comércio (USTR), acusa o Brasil de práticas desleais em setores como PIX, etanol e propriedade intelectual. O prazo para acordo termina em 15 de julho, enquanto audiências públicas começam nesta segunda-feira (6).
Produtos afetados e impacto econômico
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) listou 4,1 mil produtos brasileiros que podem ser impactados pela tarifa de 25%, incluindo ferro-gusa não ligado, açúcar bruto, álcool etílico, molduras de madeira e hidróxido de alumínio. Juntos, esses itens representam US$ 14,9 bilhões em exportações para os EUA. A CNI classificou a medida como injustificável e defendeu diálogo bilateral para evitar prejuízos à relação comercial entre os países.
Acusações e resposta do Brasil
O USTR alega que o Brasil adota práticas econômicas desleais contra empresários americanos, citando áreas como PIX, etanol, desmatamento e propriedade intelectual. O governo brasileiro rejeitou as acusações em documento oficial enviado na semana passada. O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que a tarifa não se justifica sob aspectos jurídicos, econômicos ou estratégicos e reforçou a necessidade de cooperação.
Cronograma e negociações
As audiências públicas sobre o tarifaço começaram em 6 de julho, em Washington, mas o governo brasileiro optou por não discursar no evento. O prazo para um acordo expira em 15 de julho. A embaixada brasileira nos EUA acompanha as discussões, enquanto a CNI e setores produtivos buscam alternativas para evitar a medida.