Casa Branca força renúncia de Tulsi Gabbard, diretora de Inteligência Nacional dos EUA
A Casa Branca forçou a saída de Tulsi Gabbard do cargo de diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, segundo fontes da Reuters. Gabbard, no entanto, afirmou em nota que renunciou para apoiar o marido, diagnosticado com um raro câncer ósseo. Ela deixará o posto em 30 de junho, e o vice-diretor Aaron Lukas assumirá interinamente.
Contexto e reações
Tulsi Gabbard, ex-congressista democrata e pré-candidata à Presidência dos EUA, foi escolhida por Donald Trump para liderar a Comunidade de Inteligência dos EUA em novembro de 2024. O órgão inclui agências como CIA, NSA e FBI. Em nota divulgada na rede social X, Gabbard agradeceu a Trump pela 'confiança' e justificou sua renúncia pela necessidade de apoiar o marido durante o tratamento. Trump, por sua vez, elogiou o trabalho de Gabbard no cargo e anunciou a transição interina para Aaron Lukas, vice-diretor de Inteligência Nacional. A Casa Branca ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
Trajetória de Gabbard
Nascida na Samoa Americana e criada no Havaí, Tulsi Gabbard serviu no Exército dos EUA no Iraque entre 2004 e 2005. Eleita deputada federal pelo Havaí em 2013, permaneceu no Congresso até 2021, após uma tentativa frustrada de obter a nomeação democrata para a Presidência. Após deixar o Parlamento, Gabbard adotou posições conservadoras em temas como aborto e direitos LGBTQ+. Sua nomeação para o cargo de diretora de Inteligência Nacional foi vista como uma aproximação estratégica com o governo Trump.