Nevoeiro intenso em Porto Alegre paralisa voos e afeta operações no Aeroporto Salgado Filho
Maio é conhecido como o 'mês da neblina' no Rio Grande do Sul, com registros frequentes de cerração que reduzem a visibilidade no Aeroporto Salgado Filho. Voos são suspensos quando a visibilidade cai abaixo de 300 metros, decisão tomada pela Torre de Controle em conjunto com pilotos. Em nevoeiros menos densos, operações são mantidas com protocolos de baixa visibilidade.
Impacto nas operações aéreas
O Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, enfrenta suspensões temporárias de pousos e decolagens durante períodos de nevoeiro intenso. A paralisação ocorre quando a visibilidade na pista é inferior a 300 metros, medida de segurança definida pela Torre de Controle, operada pela Aeronáutica, em coordenação com os pilotos. Em situações de neblina menos densa, as operações são mantidas com o acionamento de procedimentos de baixa visibilidade, que incluem protocolos e equipamentos de sinalização específicos. A Fraport Brasil, administradora do terminal, orienta passageiros a consultarem o painel de voos ou entrarem em contato com as companhias aéreas para verificar a situação dos voos.
Causas do fenômeno
A neblina é mais frequente em maio, podendo se estender pelos meses seguintes, e costuma ser mais intensa entre a madrugada e o início da manhã. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno resulta de uma combinação de fatores típicos do outono: noites mais longas, céu limpo e perda rápida de calor pelo solo. O ar frio, mais denso, acumula-se próximo à superfície e resfria, condensando o vapor d'água e formando o 'nevoeiro de radiação'. Em Porto Alegre, a proximidade com o lago Guaíba e o Delta do Jacuí eleva a umidade do ar, enquanto terrenos mais baixos facilitam o acúmulo de ar frio, tornando a neblina mais persistente.