Fechamento do Estreito de Ormuz asfixia economia global e prolonga crise de abastecimento, alerta ONU
O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que o bloqueio do Estreito de Ormuz está 'asfixiando a economia mundial' e prevê meses de recuperação mesmo com a suspensão imediata das restrições. A rota marítima, responsável por um quinto do transporte global de hidrocarbonetos, permanece com tráfego mínimo desde meados de abril devido à guerra entre EUA e Irã.
Impacto econômico e cadeias de suprimentos
António Guterres destacou que o fechamento do Estreito de Ormuz, imposto pelo Irã como represália aos ataques israelenses-americanos iniciados em 28 de fevereiro, está causando danos profundos às cadeias de suprimentos globais. Mesmo com um eventual fim das restrições, o secretário-geral da ONU estimou que a recuperação levará 'meses', resultando em menor produção econômica e preços elevados de commodities. O Estreito, por onde circulava cerca de 20% dos hidrocarbonetos mundiais antes do conflito, registra tráfego marítimo em níveis mínimos desde meados de abril.
Contexto do conflito e negociações estagnadas
Os Estados Unidos bloqueiam os portos iranianos desde abril em resposta ao fechamento de Ormuz pelo Irã. Embora um cessar-fogo tenha sido estabelecido em 8 de abril, as negociações entre as partes permanecem estagnadas. A guerra foi desencadeada após ataques coordenados entre Israel e EUA contra o Irã, que retaliou com o fechamento da rota marítima estratégica. O petróleo Brent já ultrapassou a marca de US$ 125 por barril em meio à crise.