América do Sul cria plano regional para combater crime organizado e avanço de facções como Tren de Aragua
Cinco países sul-americanos — Argentina, Chile, Bolívia, Equador e Peru — anunciaram a criação de um plano conjunto para conter o avanço do crime organizado internacional. A iniciativa inclui medidas de controle migratório, financeiro e de fronteiras, além de cooperação em inteligência. O Equador, com 51 homicídios por 100 mil habitantes em 2025, é o caso mais grave, enquanto o Chile registrou aumento de 100% na taxa de homicídios na última década devido à atuação de facções como a Tren de Aragua.
Contexto e urgência da medida
A reunião realizada no Chile nesta quinta-feira (28) reuniu chanceleres e ministros da Segurança de cinco países sul-americanos para discutir estratégias contra o crime organizado. O Equador, que se tornou o país mais violento da região em 2025, registrou um aumento de 550% na taxa de homicídios nos últimos cinco anos, chegando a 51 mortes por 100 mil habitantes. A média regional é de 18 homicídios por 100 mil, três vezes superior à média global. O procurador nacional chileno Ángel Valencia destacou que metade dos crimes violentos na América Latina está ligada a organizações criminosas.
Medidas e próximos passos
O plano regional, batizado de 'Compromisso Regional de Santiago', prevê a criação de um grupo de trabalho para definir ações em segurança, inteligência financeira, controle migratório e de fronteiras. O chanceler chileno Francisco Pérez Mackenna afirmou que o objetivo é 'levar segurança e tranquilidade aos nossos compatriotas'. A iniciativa será apresentada à Organização dos Estados Americanos (OEA) para convocar outros países a aderirem. O Chile, apesar de ainda ser considerado um dos países mais seguros da região, viu sua taxa de homicídios dobrar na última década, passando de 2,7 para 5,4 por 100 mil habitantes, em parte devido à atuação da facção venezuelana Tren de Aragua.