Robert F. Kennedy Jr. mantém agenda antivacina e interfere em dados científicos do CDC sob governo Trump
Secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., recusa apoio a políticas baseadas em evidências científicas para vacinas e descarta dados positivos do CDC que contradizem suas visões antivacina. Nomeação de Erica Schwartz como diretora do CDC gera ceticismo sobre autonomia da agência.
Interferência em políticas de vacinação
Durante audiência no Congresso na terça-feira (22), Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde do governo Trump, recusou-se a endossar políticas de vacinação baseadas em evidências científicas propostas pela próxima diretora do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Erica Schwartz. Kennedy também não descartou interferir nas recomendações da agência. A nomeação de Schwartz, médica respeitada e ex-funcionária de saúde pública, foi vista como uma escolha técnica, mas especialistas questionam sua capacidade de implementar políticas independentes sob a gestão de Kennedy, que não possui formação em saúde pública ou ciência.
Descarte de dados científicos
Fontes revelaram que assessores políticos de Kennedy descartaram dados científicos do CDC que contradiziam suas visões antivacina. A ex-diretora do CDC, Susan Monarez, afirmou ter sido afastada após 29 dias no cargo por se recusar a aprovar recomendações de vacinas elaboradas por consultores antivacina escolhidos por Kennedy. Monarez, assim como Schwartz, era uma profissional qualificada, mas foi substituída por não alinhar-se às diretrizes políticas do secretário.