Diretor de Splinter Cell afirma que gráficos modernos dificultam criação de jogos de furtividade
Clint Hocking, diretor criativo de Splinter Cell: Chaos Theory, declarou que os avanços em gráficos, como ray tracing e path tracing, tornaram mais desafiador o desenvolvimento de jogos de furtividade. Segundo ele, a iluminação realista dificulta a percepção dos jogadores sobre áreas seguras e perigosas, um problema menos evidente em títulos antigos com iluminação estática e mais legível.
Desafios da iluminação realista em jogos de furtividade
Hocking explicou que a evolução dos gráficos, especialmente com técnicas como iluminação difusa e ambient occlusion, tornou os ambientes mais realistas, mas também mais complexos para os jogadores interpretarem. Em jogos antigos, como os primeiros títulos de Splinter Cell, a iluminação era mais simplificada e direta, facilitando a identificação de áreas seguras. "Com a iluminação moderna, fica difícil distinguir o que é luz, sombra, escuridão, o que é seguro ou perigoso", afirmou. Ele destacou que a direção artística, com uso de iluminação dramática, poderia ajudar a equilibrar essa dificuldade, beneficiando a experiência de furtividade.
Soluções adotadas em jogos da franquia Splinter Cell
Nos primeiros jogos da série, a Ubisoft utilizava um medidor de luz para indicar ao jogador se ele estava escondido nas sombras ou prestes a ser detectado. Em Splinter Cell: Conviction, a abordagem foi remover as cores do ambiente enquanto o protagonista Sam Fisher se camuflava nas sombras em tons de cinza. No entanto, essa mecânica foi substituída em Splinter Cell Blacklist por um pequeno indicador luminoso no traje do personagem. Hocking deixou a Ubisoft em fevereiro de 2026 para fundar o estúdio Build Machine após liderar o desenvolvimento de Assassin’s Creed Hexe.