Justiça condena homem a 122 anos de prisão por duplo feminicídio na Paraíba
Francisco Vital da Silva foi condenado a 122 anos e 11 meses de reclusão pelo assassinato da ex-esposa, Ingraça Rejane Virgolino Pereira Vital, e da ex-sogra, Maria Virgolino Pereira, em Coremas, no Sertão da Paraíba. O crime ocorreu em fevereiro de 2025 e foi cometido na presença dos filhos do casal, de 14 e 16 anos. A decisão foi proferida pelo Tribunal do Júri da comarca de Coremas e divulgada nesta quinta-feira (28).
Detalhes do crime e da condenação
O duplo feminicídio aconteceu no dia 9 de fevereiro de 2025, no Sítio Torrões, zona rural de Coremas. Francisco Vital da Silva dirigiu-se à residência da ex-esposa, com quem estava separado há cerca de dois meses, e disparou várias vezes contra ela. A mãe da vítima, Maria Virgolino Pereira, tentou intervir para proteger a filha e também foi baleada, resultando na morte de ambas no local. Os filhos do casal, de 14 e 16 anos, testemunharam os assassinatos. A sentença, proferida pelo juiz Osmar Caetano Xavier, considerou agravantes como o meio cruel utilizado, a impossibilidade de defesa das vítimas e, no caso da ex-esposa, o fato de o crime ter sido cometido na frente dos filhos. Para a ex-sogra, a idade superior a 60 anos também foi um agravante. A pena total foi dividida em 62 anos e 6 meses pela morte da ex-esposa e 60 anos e 5 meses pela morte da ex-sogra, com determinação de cumprimento imediato em regime fechado.
Consequências legais e impacto familiar
Além da pena de reclusão, a Justiça decretou a incapacidade de Francisco Vital da Silva de exercer o poder familiar sobre os dois filhos do casal. O caso reacende o debate sobre a proteção às vítimas de violência doméstica e a necessidade de medidas mais eficazes para prevenir crimes dessa natureza. A Delegacia de Polícia Civil de Coremas conduziu as investigações que levaram à condenação.