Jet lag social: desalinhamento do sono afeta saúde física e mental em 2026
O 'jet lag social', descompasso entre o ritmo circadiano e os horários impostos pela rotina, ganha destaque como problema de saúde pública. Especialistas alertam para riscos como obesidade, doenças metabólicas, cardiovasculares e impactos na saúde mental, incluindo ansiedade e depressão. A prática de compensar o sono nos fins de semana agrava o quadro.
O que é o jet lag social?
O termo refere-se ao desalinhamento entre o relógio biológico (ritmo circadiano) e os horários sociais, como trabalho e compromissos. Segundo a otorrinolaringologista e médica do sono Mariane Yui, ocorre quando há uma diferença significativa entre os horários de dormir e acordar durante a semana e nos fins de semana. "É como se a pessoa vivesse entre dois fusos horários diferentes", explica. Esse descompasso é sentido pelo cérebro como um 'mini jet lag' constante, afetando o bem-estar geral.
Impactos na saúde física
Estudos associam o jet lag social a uma piora na qualidade do sono e aumento da sonolência diurna. A privação de sono acumulada durante a semana eleva os riscos de obesidade, doenças metabólicas e cardiovasculares. Mariane Yui destaca que a prevalência dessas condições é maior em pessoas que praticam esse padrão de sono irregular, reforçando a necessidade de alinhar os horários de descanso.
Consequências para a saúde mental
O psiquiatra Gustavo alerta que o jet lag social predispõe a estados de estresse crônico, ansiedade e depressão. "A pessoa tende a viver em alerta constante, reagindo de forma exacerbada aos estímulos externos", afirma. A desregulação do sono afeta diretamente a capacidade de regulação emocional, comprometendo relações sociais e a produtividade no trabalho ou estudos.