OMS confirma primeira cura de paciente com cepa Bundibugyo do ebola no Congo
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a primeira cura de um paciente infectado pela cepa Bundibugyo do ebola na República Democrática do Congo (RDC). O homem recebeu alta após dois testes negativos e retornou à comunidade. A OMS destacou que o tratamento precoce melhora as taxas de sobrevivência, mas a mortalidade ainda varia entre 30% e 50%.
Detalhes do caso e medidas da OMS
A especialista técnica em febres hemorrágicas virais da OMS, Anaïs Legand, confirmou que o paciente deixou o hospital na quarta-feira (27/05) após dois testes negativos para a cepa Bundibugyo do ebola. Este é o primeiro caso de cura registrado desde o início do surto na RDC, em 15 de maio. A OMS declarou emergência de saúde sanitária internacional dois dias após a identificação do surto. Não há vacina ou tratamento específico para essa cepa, mas o acesso precoce a cuidados médicos aumenta as chances de sobrevivência. Legand ressaltou que a mortalidade entre os infectados varia entre 30% e 50%, com potencial de redução por meio de tratamento imediato. A organização reforçou a importância de vigilância, rastreamento de contatos, isolamento e tratamento de casos suspeitos, além de funerais seguros para conter a transmissão.
Resposta internacional e visita do diretor-geral da OMS
A OMS não recomendou restrições de deslocamento ou fechamento de fronteiras, embora Uganda tenha adotado medidas temporárias na divisa com a RDC. A Itália solicitou à União Europeia o reforço da vigilância em fronteiras para viajantes de áreas afetadas. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, visitou Kinshasa na quinta-feira (28/05) e planeja viajar à província de Ituri, principal foco da epidemia, no sábado (30/05). Este é o 17º surto de ebola registrado na RDC.