Polícia Civil investiga denúncias de assédio sexual contra alunas de escola pública no Sertão da Paraíba
A Polícia Civil da Paraíba instaurou inquérito para apurar denúncias de assédio sexual envolvendo ao menos dez alunas da Escola Estadual Nestorina Abrantes, em Lastro. Sete vítimas são menores de idade, e os suspeitos incluem um comerciante local e o vigilante da escola, que já foi afastado.
Denúncias e investigação
A Polícia Civil da Paraíba abriu inquérito na quarta-feira (27) para investigar denúncias de assédio sexual contra alunas da Escola Estadual Nestorina Abrantes, localizada no município de Lastro, no Alto Sertão do estado. Segundo relatos, ao menos dez estudantes, sendo sete menores de idade, foram vítimas de assédio por mais de um ano. As denúncias apontam dois suspeitos: um comerciante que atuava próximo à escola e o vigilante da própria unidade de ensino.
Relatos das vítimas
As estudantes relataram situações de assédio tanto dentro quanto fora do ambiente escolar. Uma mãe de vítima contou que sua filha foi assediada pelo comerciante em duas ocasiões: uma vez ao sair da escola para comprar refrigerante, quando ele teria alisado sua mão, e outra em 31 de dezembro, quando ele assobiou para a jovem ao passar em frente ao seu estabelecimento. O advogado de defesa do comerciante, Ozael Fernandes, afirmou que seu cliente nega as acusações e destacou que ele exerce a atividade há mais de 20 anos sem registros de conduta ilícita.
Medidas adotadas
O diretor da escola, Vanilson Pinto, informou que o vigilante suspeito foi afastado imediatamente após as denúncias serem formalizadas. "Quem vai esclarecer todo o caso é a Justiça. A gente tomou as medidas afastando o colaborador da escola de imediato", declarou. A Polícia Civil segue com as investigações para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos.