Fed sinaliza possível aumento de juros em julho após alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro
O mercado financeiro global se prepara para uma possível alta nas taxas de juros dos Estados Unidos já em julho de 2026. O economista Ed Yardeni, presidente da Yardeni Research, alerta que o Federal Reserve (Fed) pode adotar uma postura mais rígida para conter a inflação, que registrou alta de três anos em abril. Os rendimentos dos títulos do Tesouro de 30 anos atingiram o maior patamar desde 2007, reforçando a expectativa de aperto monetário.
Mercado antecipa alta de juros sob nova liderança do Fed
Com a transição de liderança no Federal Reserve, onde Kevin Warsh assume o posto deixado por Jerome Powell, o mercado financeiro reage a sinais de que a política monetária pode se tornar mais restritiva. Yardeni destacou que o Fed abandonou a postura de flexibilização adotada em abril e agora caminha para um viés de aperto. "O Fed mostrou claramente que está abandonando o viés de afrouxamento que tinha na reunião de abril e se movendo para um viés de aperto na reunião de junho", afirmou em entrevista à CNBC. A expectativa é de um aumento de 25 pontos-base nas taxas de juros, seguindo o indicativo dos títulos de dois anos, que sugerem que a taxa atual está abaixo do necessário para controlar a inflação.
Rendimentos dos títulos do Tesouro disparam e pressionam Fed
Os rendimentos dos títulos do Tesouro de 30 anos atingiram 5,18%, o maior nível desde 2007, refletindo a percepção de que o Fed pode estar atrasado no combate à inflação. Yardeni atribuiu a alta dos rendimentos à preocupação dos investidores com a inflação persistente e à necessidade de uma resposta mais firme do banco central. "O mercado de títulos está sinalizando que um corte rápido nas taxas é necessário para mostrar que Warsh e o Fed estão levando a inflação a sério", explicou. A pressão sobre o Fed aumenta à medida que os dados econômicos mostram um cenário inflacionário mais desafiador do que o esperado.