Caso do ovo de Páscoa envenenado no Maranhão completa um ano sem julgamento da acusada
O crime que chocou o Maranhão em 2025, envolvendo o envenenamento de um ovo de Páscoa com 'chumbinho', resultou na morte de dois irmãos, Luís Fernando (7 anos) e Evelyn Fernanda (13 anos), e deixou a mãe das crianças em estado grave. A acusada, Jordélia Pereira Barbosa, ainda não foi julgada, apesar de ter sido indiciada por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio.
Motivação e planejamento do crime
De acordo com a investigação da Polícia Civil do Maranhão, o crime foi motivado por vingança e ciúmes. Jordélia Pereira Barbosa, ex-companheira do atual parceiro de Mirian Lira Rocha, mãe das vítimas, teria planejado o envenenamento como forma de atingir a família. Antes do crime, Jordélia enviou ameaças a Mirian por meio de perfis falsos em redes sociais, incluindo mensagens como: 'Família que tem promessa ninguém se mete. E quando faz isso que você está fazendo, paga o preço'.
Execução do crime
No dia 14 de abril de 2025, Jordélia comprou um ovo de Páscoa em um shopping de Imperatriz e contratou um motoboy para entregá-lo na residência da família sem se identificar. O presente foi deixado com um bilhete assinado como 'Com amor para Mirian Lira. Feliz Páscoa!!!'. O ovo estava envenenado com 'chumbinho', um agrotóxico altamente tóxico. As crianças ingeriram o alimento e morreram, enquanto a mãe, Mirian, sobreviveu após ser internada em estado grave.
Situação judicial
Jordélia Pereira Barbosa foi indiciada por duplo homicídio qualificado (motivo torpe, uso de veneno e dissimulação) e tentativa de homicídio. A Justiça determinou que ela seja levada a júri popular, mas a defesa entrou com recurso pedindo a anulação do julgamento. O caso aguarda análise do Tribunal de Justiça do Maranhão, e até o momento, não há previsão para a realização do júri.