Chimpanzés de Uganda Travam 'Guerra Civil' em Conflito Letal Inédito
Cientistas registraram um conflito em larga escala entre chimpanzés nas florestas de Uganda, com a fragmentação da maior comunidade conhecida, o grupo Ngogo. A 'guerra civil' entre as facções resultou em ataques brutais, incluindo mortes de adultos e infanticídios, desafiando teorias tradicionais sobre a origem da guerra em primatas.
Fragmentação e Polarização do Grupo Ngogo
O estudo, liderado por Aaron Sandel da Universidade do Texas, mapeou a transição de uma comunidade coesa de cerca de 200 chimpanzés para duas facções inimigas. Até 2014, o grupo Ngogo coexistia pacificamente. Em 2015, uma mudança abrupta ocorreu, com a comunidade se polarizando nos grupos Ocidental e Central, dando início a um conflito espontâneo que difere de observações anteriores, como as de Jane Goodall na Tanzânia, que foram criticadas por serem possivelmente influenciadas por oferta artificial de comida.
Balanço Letal do Conflito entre 2018 e 2024
O grupo Ocidental, apesar de ser menor em número, iniciou incursões constantes no território do grupo Central. Entre 2018 e 2024, foram registrados 24 ataques letais contra antigos companheiros. Pelo menos sete machos maduros do grupo Central foram mortos, e a violência se estendeu aos filhotes, com a morte confirmada ou inferida de 17 bebês. Os níveis de violência observados superaram as estimativas de agressão entre grupos de chimpanzés e até mesmo de sociedades humanas.