Colômbia entra na reta final das eleições presidenciais com empate técnico entre esquerda e extrema direita
Pesquisas recentes mostram empate técnico entre o candidato de esquerda Iván Cepeda e o ultraliberal Abelardo de la Espriella nas eleições presidenciais da Colômbia. Enquanto Cepeda defende a continuidade do governo de Gustavo Petro, De la Espriella cresce rapidamente e ameaça a liderança do Pacto Histórico. A direita tradicional, representada por Paloma Valencia, perde força.
Cenário eleitoral polarizado
As eleições presidenciais na Colômbia, marcadas para o primeiro turno, entraram em uma fase crítica com pesquisas indicando um empate técnico entre o candidato de esquerda Iván Cepeda, do Pacto Histórico, e o ultraliberal Abelardo de la Espriella. Cepeda, que defende a continuidade das políticas do presidente Gustavo Petro, liderava as intenções de voto até a semana passada, mas agora enfrenta uma forte ascensão de De la Espriella, que saltou para 36,3% das intenções de voto segundo o instituto Atlas Intel. Cepeda manteve-se estável em 37,7%, configurando um cenário de empate técnico.
Pesquisas divergentes e queda da direita tradicional
As pesquisas apresentam resultados divergentes. Enquanto o Atlas Intel aponta empate técnico entre Cepeda e De la Espriella, o instituto Invamer indica uma liderança mais clara de Cepeda, com 44,6% das intenções de voto, seguido por De la Espriella com 31,6%. A candidata da direita tradicional, Paloma Valencia, do Centro Democrático, perdeu apoio, caindo de 16,7% para 13,9% em uma semana, segundo o Atlas Intel. O crescimento de De la Espriella parece ter sido impulsionado por eleitores que antes apoiavam Valencia.
Desafios e incertezas no primeiro turno
A incerteza sobre o resultado do primeiro turno reflete a polarização política na Colômbia. Iván Cepeda, apoiado pela coalizão governista, busca consolidar a continuidade das políticas de Gustavo Petro, enquanto Abelardo de la Espriella, candidato independente de extrema direita, atrai eleitores descontentes com a direita tradicional. A proximidade dos números e a volatilidade das intenções de voto aumentam a tensão nas vésperas da votação.