Piper Sandler aposta em ações do setor de consumo como estratégia contrária em meio a expectativas de queda nas taxas de juros
A Piper Sandler sugere uma aposta contrária no setor de consumo, destacando que o aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro de 10 anos pode enfraquecer o crescimento econômico e levar à redução das taxas de juros. A instituição compartilhou uma lista de 13 ações para aproveitar essa tendência, argumentando que as expectativas baixas para o setor podem resultar em valorização caso as taxas caiam.
Contexto econômico e estratégia de investimento
Em nota divulgada na terça-feira (13), o estrategista-chefe da Piper Sandler, Michael Kantrowitz, apontou que os rendimentos dos títulos do Tesouro de 10 anos subiram de 3,96% em fevereiro para 4,47% na tarde de quarta-feira (14). Segundo a análise, rendimentos elevados tendem a pressionar os consumidores e desacelerar o crescimento econômico, criando condições para uma eventual queda nas taxas de juros. Essa redução, por sua vez, poderia estimular a atividade do consumidor e beneficiar ações do setor, atualmente pouco valorizadas pelos investidores. Kantrowitz destacou que, apesar de um relatório de inflação ao consumidor mais aquecido na terça-feira, fatores como o arrefecimento das tensões no Oriente Médio e dados mais fracos do mercado de trabalho podem impulsionar a queda dos rendimentos dos títulos de 10 anos.
Oportunidade contrária no setor de consumo
A Piper Sandler argumenta que a maioria dos investidores está otimista em relação às ações de inteligência artificial (IA), enquanto poucos demonstram confiança no setor de consumo dos EUA. Kantrowitz afirmou que, embora o momento atual seja marcado por um boom industrial liderado por investimentos, e não pelo consumo, a relação entre resultado e expectativas pode criar espaço para valorização das ações de consumo. "A verdadeira aposta contrária aqui é reduzir alguns lucros em IA e comprar ações de consumo/habitação dos EUA, além de alguma exposição a mercados internacionais mais afetados nos últimos dois meses. Parece um bom momento para voltar a testar as águas, pelo menos para um rebalanceamento de exposição/risco", escreveu o estrategista.