Defensoria Pública pede interdição de lixão em Iranduba após incêndio persistente
A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) acionou a Justiça para exigir o fechamento definitivo do lixão de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus. O local, que sofre com denúncias de problemas ambientais e de saúde desde 2023, foi atingido por um incêndio que durou vários dias, expondo riscos críticos e irregularidades. A ação pede que a prefeitura apresente um plano de gestão de resíduos e recuperação da área degradada em até 120 dias, sob pena de multa diária.
Contexto do Incêndio
O lixão, que ocupa cerca de 40 mil metros quadrados, foi alvo de um incêndio que exigiu o uso de 500 mil litros de água e o apoio de drones e máquinas para contenção. O Corpo de Bombeiros e a Prefeitura de Iranduba atuaram no combate às chamas, que foram mantidas sob controle dentro da área do descarte.
Ação Judicial e Multas
A Defensoria Pública busca a interdição imediata baseada na Política Nacional de Resíduos Sólidos, que proíbe lixões a céu aberto. O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) já havia multado a prefeitura em R$ 2,5 milhões por queima de resíduos. A ação também propõe a formalização de cooperativas de catadores para a triagem de materiais recicláveis.