Senado dos EUA proíbe parlamentares de operar em mercados de previsão, mas mantém negociação de ações
O Senado dos Estados Unidos aprovou por unanimidade uma resolução que proíbe senadores e seus assessores de negociar em mercados de previsão, como o Kalshi. No entanto, a mesma facilidade não se aplica à proibição de negociação de ações, que enfrenta resistência política e desafios estruturais. Especialistas apontam três razões principais para a dificuldade: complexidade regulatória, interesses financeiros pessoais e falta de consenso sobre o impacto real dessas transações.
Diferenças entre mercados de previsão e ações
A resolução, proposta pelo senador Bernie Moreno (Ohio), foi aprovada sem objeções no final de abril. Enquanto mercados de previsão, como o Kalshi, permitem apostas em eventos futuros (como resultados eleitorais), a negociação de ações envolve ativos financeiros tradicionais, cujas transações são mais difíceis de monitorar e regular. Segundo fontes do Business Insider, poucos parlamentares utilizavam esses mercados, o que facilitou a aprovação da proibição.
Desafios para proibir negociação de ações
Três fatores principais impedem a aprovação de uma proibição semelhante para ações: 1) **Complexidade regulatória**: Diferentemente dos mercados de previsão, as transações com ações são mais difíceis de rastrear e exigem mudanças profundas nas regras de compliance. 2) **Interesses pessoais**: Muitos parlamentares possuem carteiras de investimentos significativas, o que gera resistência a restrições. 3) **Falta de consenso**: Não há acordo sobre se a negociação de ações por congressistas representa um conflito de interesses real ou apenas um risco percebido.
Reações e próximos passos
A deputada republicana Nancy Mace (Carolina do Sul) questionou em rede social por que a proibição não se estende às ações. Enquanto isso, a Casa Branca já orientou seus funcionários a evitar mercados de previsão, e há discussões sobre uma resolução semelhante na Câmara dos Representantes. No entanto, analistas acreditam que uma proibição ampla de negociação de ações ainda está distante.