Guerra EUA-Irã atinge custo de R$ 142 bilhões e Pentágono defende aumento no orçamento militar para 2027
O Pentágono revelou que a guerra dos Estados Unidos contra o Irã já consumiu US$ 29 bilhões (R$ 142 bilhões), incluindo reparos de equipamentos e custos operacionais. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, defendeu um orçamento militar de US$ 1,5 trilhão para 2027, citando a necessidade de drones, sistemas antimísseis e navios de guerra. Hegseth rejeitou acusações de que o conflito seja um 'atoleiro' e criticou opositores por 'vitória de propaganda' ao Irã.
Detalhes dos custos e orçamento militar
O alto funcionário do Pentágono, Jules Hurst, detalhou que os US$ 29 bilhões (R$ 142 bilhões) gastos até agora na guerra contra o Irã incluem reparos e substituição de equipamentos danificados, além de custos operacionais diretos. O valor supera em US$ 4 bilhões a estimativa anterior divulgada pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, em audiência no Congresso no final de abril de 2026. Hegseth defendeu a proposta de elevar o orçamento militar dos EUA para US$ 1,5 trilhão (R$ 7,5 trilhões) em 2027, argumentando que o país precisa de um Exército 'que nossos adversários temam'. Entre as prioridades citadas estão a expansão de drones, sistemas de defesa antimísseis e a frota de navios de guerra.
Controvérsias políticas e rejeição ao termo 'atoleiro'
Durante a audiência no Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Deputados, Pete Hegseth e o chefe das Forças Armadas, general Dan Caine, enfrentaram críticas de legisladores democratas e republicanos sobre a duração e os custos do conflito. Hegseth negou que a guerra seja um 'atoleiro', classificando as críticas como uma 'vitória de propaganda para o Irã'. Congressistas também acusaram o governo Trump de não consultar o Legislativo antes de iniciar as operações militares, levantando questões sobre a legalidade e transparência da intervenção.