Surto de ebola com cepa rara e sem vacina se espalha na África Central e preocupa OMS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública internacional devido ao surto de ebola causado pela cepa Bundibugyo, rara e sem vacina disponível. Até 25 de maio de 2026, mais de 900 casos suspeitos e 200 mortes foram registrados na República Democrática do Congo e Uganda. A taxa de mortalidade é alta, com cerca de um terço dos infectados morrendo. Especialistas alertam que cortes na ajuda internacional, especialmente dos EUA, podem ter retardado a detecção do surto.
Cepa Bundibugyo e desafios no combate ao ebola
O atual surto de ebola na África Central é causado pela cepa Bundibugyo, identificada pela primeira vez em 2007 em Uganda. Diferente da cepa Zaire, para a qual existe vacina, a Bundibugyo não possui imunizantes ou medicamentos específicos, elevando a taxa de mortalidade para aproximadamente 33%. Desde o início do surto, a OMS registrou cerca de 900 casos suspeitos e mais de 200 mortes, com números previstos para aumentar devido à ampliação da vigilância e testes laboratoriais. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, expressou preocupação com a velocidade e dimensão da epidemia, destacando a necessidade urgente de resposta coordenada.
Impacto dos cortes na ajuda internacional
Especialistas em saúde pública apontam que os cortes nos gastos com ajuda humanitária, especialmente pelos EUA sob o governo de Donald Trump, podem ter contribuído para a demora na detecção do surto. Desde janeiro de 2025, organizações humanitárias enfrentam reduções drásticas em seus orçamentos, o que afetou a capacidade de monitoramento e resposta rápida a emergências sanitárias. A declaração de emergência internacional pela OMS ocorreu sem a habitual consulta prévia a especialistas, refletindo a gravidade da situação e a necessidade de ação imediata.