Justiça dos EUA suspende sanções de Trump contra relatora da ONU por denúncias contra Israel
Tribunal federal em Washington suspendeu temporariamente sanções impostas pelo governo Trump contra Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os territórios palestinos. A decisão baseia-se na potencial violação da Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que protege a liberdade de expressão. As sanções incluíam proibição de entrada nos EUA e congelamento de ativos financeiros.
Contexto das sanções e decisão judicial
Um tribunal federal dos Estados Unidos emitiu uma liminar na quarta-feira (13/05) suspendendo as sanções impostas em 2025 pelo governo Trump contra Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados. O juiz Richard Leon determinou que as medidas poderiam violar a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que garante a liberdade de expressão. As sanções, que incluíam proibição de entrada nos EUA e congelamento de ativos financeiros, foram suspensas até que o mérito da ação seja julgado.
Reações e justificativas
O Departamento de Estado dos EUA, sob a gestão Trump, havia justificado as sanções alegando que Albanese apoiava o antissemitismo e o terrorismo, além de adotar táticas jurídicas agressivas contra interesses estadunidenses. As medidas foram anunciadas em julho de 2025 pelo então secretário de Estado, Marco Rubio, que acusou a relatora de conduzir ações no Tribunal Penal Internacional (TPI) contra autoridades e empresas dos EUA e de Israel. Albanese comemorou a decisão judicial em suas redes sociais, agradecendo ao apoio de familiares e defensores.