Desenvolvedores já burlam nova marca d’água de texto do Claude
Poucas horas após a Anthropic detalhar o funcionamento da marca d’água invisível em textos gerados pelo Claude, ferramentas para remover ou enfraquecer esse sinal começaram a surgir no GitHub. A tecnologia, baseada no SynthID-Text do Google DeepMind, utiliza padrões estatísticos na escolha de palavras para identificar conteúdo sintético. O surgimento de ferramentas de 'limpeza' e o risco de falsos positivos em sistemas de detecção geram preocupação entre desenvolvedores e profissionais que temem penalizações injustas ou perda de qualidade no conteúdo gerado pela IA.
Ferramentas de remoção surgem rapidamente
O primeiro código para burlar a marca d'água foi criado pelo programador Guillaume Meyer e rapidamente acumulou milhares de colaboradores. A ferramenta funciona reescrevendo o texto — muitas vezes mais de uma vez — utilizando outros modelos de linguagem que não possuem a mesma marcação, alterando sinônimos e a ordem das frases para quebrar o padrão estatístico da Anthropic.
Tecnologia e riscos de falsos positivos
A Anthropic utiliza o método SynthID-Text, que atua em 'escolhas de baixo risco' para criar uma assinatura detectável. No entanto, a própria empresa admite que o sistema fornece uma probabilidade e não distingue com precisão se um texto foi inteiramente gerado por IA ou apenas editado por ela. Isso gera receio de que instituições (como escolas e empresas) utilizem esses detectores como critérios definitivos, podendo punir usuários que utilizam a IA apenas para tarefas pontuais.