Anthropic defende uso de letras de músicas para treinar IA em processo movido pela Universal Music
A Anthropic argumenta que o treinamento de seu chatbot de IA, Claude, com letras de músicas é um uso transformativo e, portanto, protegido pela doutrina de 'fair use'. A empresa enfrenta processo judicial movido pela Universal Music Group (UMG) e outras editoras, que alegam violação de direitos autorais.
Contexto do processo judicial
A Universal Music Group (UMG) e outras editoras musicais moveram um processo contra a Anthropic, acusando a empresa de violar direitos autorais ao usar letras de músicas para treinar seu chatbot de inteligência artificial, Claude. As editoras argumentam que o uso não se enquadra na doutrina de 'fair use', que permite o uso transformativo de obras protegidas por direitos autorais sem necessidade de autorização.
Argumento da Anthropic
Em resposta, a Anthropic apresentou uma defesa na qual afirma que o treinamento de Claude com letras de músicas é transformativo. Segundo a empresa, o chatbot utiliza trilhões de palavras, incluindo letras de músicas, para entender as inter-relações entre palavras e conceitos na linguagem humana. Esse processo permite que Claude realize tarefas como codificar software, conduzir pesquisas e redigir documentos, transformando o material original em algo completamente diferente e benéfico.
Posição das editoras musicais
As editoras musicais, lideradas pela UMG, alegam que as evidências são esmagadoras e que o uso das letras de músicas pela Anthropic não pode ser considerado 'fair use'. Elas argumentam que o treinamento do modelo de IA não é transformativo, mas sim uma cópia não autorizada de propriedade intelectual protegida.