Trump rejeita alívio de sanções ao Irã e exige acordo 'perfeito' para encerrar guerra
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não retirará sanções contra o Irã em troca da entrega de urânio enriquecido. Em reunião de gabinete, Trump declarou que o acordo para encerrar a guerra precisa ser 'perfeito' e que os EUA não estão satisfeitos com as negociações atuais. O Irã, por sua vez, ameaçou enriquecer urânio a 90% caso seja atacado, enquanto os EUA exigem a renúncia ao programa nuclear iraniano.
Exigências e ameaças
Donald Trump reforçou que os Estados Unidos não flexibilizarão as sanções contra o Irã, mesmo diante da proposta de entrega de urânio altamente enriquecido. O líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, proibiu a retirada de urânio do país há seis dias, elevando a tensão nas negociações. Trump também descartou a possibilidade de Rússia ou China ficarem com o estoque de urânio iraniano, alegando desconforto com a ideia. O presidente norte-americano destacou que o Estreito de Ormuz não será controlado por nenhum país, mas que os EUA o 'vigiarão' como parte do acordo.
Negociações em impasse
Trump admitiu que o Irã está 'muito empenhado' em fechar um acordo, mas que os EUA ainda não estão satisfeitos com os termos propostos. Ele afirmou que o acordo final precisa ser 'perfeito' e que, caso não seja alcançado, os EUA 'terão que terminar o trabalho'. Entre as exigências dos EUA está a reabertura imediata do Estreito de Ormuz após a assinatura do acordo. Enquanto isso, o Irã mantém sua posição de não ceder ao programa nuclear, aumentando o risco de escalada militar na região.