Orquestra Sinfônica de Santo Amaro encerra atividades após fim de parceria com Prefeitura de SP
A Orquestra Sinfônica de Santo Amaro (Ofisa), com 22 anos de história, interrompeu suas atividades após a Prefeitura de São Paulo encerrar a parceria com a instituição. Os 66 integrantes, incluindo 51 músicos, ficaram sem salários e foram obrigados a desocupar o Teatro Paulo Eiró, sede da orquestra nos últimos nove anos. Os concertos gratuitos, que atraíam um público diversificado, foram cancelados, afetando a principal fonte de renda de muitos músicos.
Fim da parceria e impactos imediatos
A Secretaria Municipal da Cultura de São Paulo informou em abril de 2026 o fim da parceria com a Orquestra Sinfônica de Santo Amaro (Ofisa), alegando falta de verba. Com isso, os 66 integrantes da orquestra, incluindo 51 músicos, ficaram sem salários e foram obrigados a desocupar o Teatro Paulo Eiró, espaço que abrigava a orquestra há nove anos. Os músicos relataram que tiveram que arcar com os custos de aluguel de um novo espaço para guardar os instrumentos, pagando do próprio bolso. "É desesperador. A gente tinha músicos aqui, pais de família, que dependiam desse valor, dessa renda no dia a dia, que simplesmente não tem mais", afirmou o músico Samir Alves Neves.
Legado cultural e futuro incerto
A Ofisa realizava concertos gratuitos, muitos deles ao ar livre ou em escolas públicas, e se destacava por apresentações mensais no último domingo de cada mês. A orquestra se tornou um patrimônio cultural da região de Santo Amaro, aproximando jovens da música erudita e atraindo um público diversificado. "Me sentia leve ao sair das apresentações e hoje fico triste por não ter mais essa oportunidade", declarou o aposentado Marcelo Chinkerman. Apesar do encerramento das atividades, os músicos afirmaram que buscam alternativas para manter o projeto vivo e continuar levando cultura à comunidade.