Trump defende transformar Estreito de Ormuz em território norte-americano
O presidente dos Estados Unidos declarou apoio à ideia de converter o Estreito de Ormuz em território americano após o fim de um prazo de 60 dias de um memorando com o Irã. A medida ocorre em um cenário de intensificação da pressão econômica e militar sobre Teerã, com o tráfego marítimo na rota, que transporta 20% do petróleo mundial, em declínio.
Escalada de tensões e soberania territorial
Donald Trump afirmou no Salão Oval que os Estados Unidos controlam o Estreito de Ormuz por meio de um bloqueio marítimo e expressou interesse em declará-lo território norte-americano. O anúncio ocorre após o fim de um prazo de 60 dias de um memorando assinado em junho entre Washington e Teerã, que previa uma trégua e janela de negociações, mas que foi rompido poucos dias após entrar em vigor. O presidente minimizou a capacidade de reação iraniana, descrevendo o país como um 'incômodo' que poderia apenas colocar minas na água para atingir navios.
Pressão sobre aliados e economia iraniana
Washington intensificou a pressão sobre aliados árabes, como Omã, que historicamente atua como mediador entre os EUA e o Irã. Trump afirmou que a questão com Omã 'vai ser resolvida' após ameaças anteriores de bombardeio ao país. Enquanto o Irã mantém a posição de que o estreito é um 'ativo geopolítico' a ser defendido com todo o poder, o governo de Teerã enfrenta uma inflação de 66% em julho, segundo dados oficiais, embora Trump tenha citado um índice de 300% para enfatizar a crise econômica do país.
Impactos no mercado de energia
A instabilidade no Estreito de Ormuz reflete no mercado global de energia. O petróleo Brent subiu 2,58%, atingindo US$ 91,10 por barril. Nos Estados Unidos, o preço médio da gasolina subiu para US$ 4,06 por galão, um valor 93 centavos superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. A Casa Branca justifica o aumento dos custos como um esforço necessário para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares.