Pré-campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta desgaste interno e críticas à estratégia
A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República em 2026 enfrenta resistência entre aliados e críticas à centralização de decisões. Integrantes apontam dificuldades na integração de grupos, falta de fatos políticos e influência excessiva do 'comitê dos EUA' na estratégia.
Críticas à condução da campanha
A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República tem sido marcada por críticas internas à condução do senador Rogério Marinho (PL-RN), responsável pela articulação da candidatura. Aliados e integrantes da campanha relatam excesso de centralização nas decisões e dificuldade em acomodar lideranças políticas, o que alimenta disputas internas. A estratégia adotada também é questionada por não conseguir criar fatos políticos relevantes, produzir conteúdo consistente ou pautar o debate público de forma efetiva. Segundo avaliações, a presença de Flávio Bolsonaro no cenário político ainda depende mais das redes sociais e da militância espontânea do que de uma estratégia profissional de comunicação.
Influência do 'comitê dos EUA' e tensões internas
Outro ponto de desgaste na pré-campanha é a influência do chamado 'comitê dos EUA', que inclui o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL). Integrantes da campanha afirmam que decisões estratégicas são influenciadas ou até definidas por esse núcleo, gerando ruídos na comunicação interna e tornando o processo decisório mais lento. A dinâmica teria alimentado a percepção de perda de protagonismo da equipe responsável pelo dia a dia da campanha. A tensão se intensificou após a divulgação de um vídeo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o anúncio de tarifas comerciais pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que motivou uma carta de Flávio Bolsonaro ao Escritório de Representação Comercial dos EUA.