Trump adia assinatura de ordem executiva sobre regulamentação de IA e critica possíveis impactos na competitividade dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou a assinatura de uma ordem executiva destinada a estabelecer diretrizes para a supervisão de inteligência artificial (IA) no país. Segundo Trump, aspectos do documento poderiam desacelerar os esforços dos EUA para superar a China na corrida tecnológica. O rascunho da ordem, obtido pela POLITICO, propõe um sistema de revisão voluntária para desenvolvedores de modelos avançados de IA, com submissão opcional a agências federais até 90 dias antes do lançamento.
Conteúdo do rascunho da ordem executiva
O documento de sete páginas, obtido pela POLITICO, estabelece que as revisões governamentais de modelos de IA seriam voluntárias. A seção principal do texto reforça que 'nada nesta seção deve ser interpretado como autorização para a criação de licenciamento obrigatório, pré-aprovação ou requisitos de permissão governamental para o desenvolvimento, publicação, lançamento ou distribuição de novos modelos de IA, incluindo modelos de fronteira'. Além disso, a ordem direciona o procurador-geral a aplicar a Lei de Fraude e Abuso de Computadores e outras leis criminais federais contra qualquer pessoa que utilize IA para acessar ou danificar computadores ilegalmente, ou que empregue IA para cometer outros crimes.
Preocupações e reações
David Sacks, ex-assessor de Trump para IA, expressou preocupações de que as revisões voluntárias poderiam, no futuro, se tornar obrigatórias. Um alto funcionário da Casa Branca confirmou essa apreensão a POLITICO. Trump, por sua vez, afirmou que não gostou de 'certos aspectos' da ordem executiva, temendo que ela pudesse prejudicar a competitividade dos EUA frente à China no desenvolvimento de IA. O adiamento da assinatura reflete divergências internas sobre o equilíbrio entre segurança e inovação tecnológica.