EUA intensificam deportações de latinos para África sob governo Trump
Um voo com ao menos 15 requerentes de asilo da América Latina, incluindo Peru, Equador e Colômbia, foi deportado para a República Democrática do Congo em abril de 2026. O governo dos EUA, sob Donald Trump, firmou acordos com países africanos para enviar migrantes detidos pelo ICE, desafogando o sistema prisional americano. O processo, que pode durar meses, envolve gastos de milhões de dólares e afeta comunidades latinas em busca de refúgio.
Acordo com a República Democrática do Congo
O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, firmou um acordo no início de abril de 2026 com a República Democrática do Congo para deportar migrantes detidos pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) que não são originários do país africano. O primeiro voo partiu da Louisiana em 17 de abril, transportando ao menos 15 requerentes de asilo da América Latina, incluindo cidadãos do Peru, Equador e Colômbia. Esses migrantes alegam perseguição em seus países de origem e possuem ordens de proteção da Justiça americana, o que, em tese, impede seu retorno direto.
Terceirização de deportações e impactos financeiros
A prática de deportar migrantes para países terceiros, especialmente nações africanas, tem se tornado recorrente nos EUA como forma de desafogar o sistema prisional sobrecarregado por detenções em massa. Segundo relatório da equipe democrata da Comissão de Relações Exteriores do Senado americano, os EUA já gastaram pelo menos 40 milhões de dólares para deportar 300 imigrantes para países com os quais não possuem vínculos culturais, linguísticos ou jurídicos. Esses países recebem incentivos financeiros para acolher temporariamente os deportados, que podem permanecer meses até serem enviados aos seus países de origem.