Cult clássico 'May' ressurge como 'Sex and the City' do terror alternativo entre a Geração Z
O filme de terror cult 'May' (2002), dirigido por Lucky McKee, vive um revival entre a Geração Z, sendo comparado a 'Sex and the City' por sua protagonista obsessiva e estilo único. Assim como Carrie Bradshaw, May (Angela Bettis) é uma personagem complexa, obcecada por relacionamentos e com um guarda-roupa icônico, mas com um toque sombrio e perturbador.
Conexões entre May e Carrie Bradshaw
Assim como Carrie Bradshaw, protagonista de 'Sex and the City', May é uma personagem que transita entre a obsessão por relacionamentos e a busca por aceitação. Ambas compartilham um estilo visual marcante: enquanto Carrie é conhecida por seus looks extravagantes, May se destaca por seu guarda-roupa alternativo, com peças que remetem ao universo gótico e retrô dos anos 2000. A cena em que May se prepara para um encontro, com direito a um *montage* estilizado, é descrita como 'codificada como Sex and the City', reforçando a semelhança entre as duas narrativas. No entanto, as semelhanças vão além da estética. Carrie e May são personagens que desafiam normas sociais, seja pela forma como lidam com seus desejos ou pela maneira como são percebidas pelos outros. Enquanto Carrie é rotulada como uma 'louca' por suas atitudes impulsivas, May é chamada de 'vadia louca' por Polly (Anna Faris), uma colega de trabalho. Ambas, porém, usam suas excentricidades como uma forma de empoderamento, mesmo que isso as leve a situações extremas.
O revival de 'May' e o apelo à Geração Z
'May' se tornou um fenômeno cult ao longo dos anos, mas recentemente ganhou novo fôlego entre a Geração Z, que tem uma forte conexão com a nostalgia dos anos 2000. O filme, que mistura terror psicológico, drama e um toque de comédia negra, ressoa com uma audiência que valoriza personagens complexas e narrativas fora do convencional. A comparação com 'Sex and the City' não é apenas uma estratégia de marketing, mas uma forma de destacar como 'May' subverte as expectativas do gênero romântico, adicionando camadas de horror e surrealismo. A protagonista, interpretada por Angela Bettis, é uma costureira solitária que desenvolve uma obsessão doentia por seu interesse amoroso, Adam (Jeremy Sisto). Sua jornada é repleta de momentos perturbadores, como quando ela fere deliberadamente o dedo com uma faca para 'relaxar', algo que contrasta com a leveza superficial de 'Sex and the City', mas que reforça a profundidade psicológica do filme.