Terceiro julgamento de Harvey Weinstein em Nova York é anulado após júri não chegar a veredicto unânime
O terceiro julgamento de Harvey Weinstein em Nova York foi anulado nesta sexta-feira (15) após o júri não conseguir um veredicto unânime sobre a acusação de estupro contra a aspirante a atriz Jessica Mann. Weinstein, de 74 anos, nega todas as acusações e alega que o relacionamento foi consensual. O caso reforça debates sobre abuso de poder em Hollywood e o movimento Me Too.
Contexto do julgamento
Harvey Weinstein, ex-produtor de Hollywood, enfrentou seu terceiro julgamento em Nova York por acusações de estupro e abuso sexual. O júri não conseguiu chegar a um veredicto unânime sobre a acusação de que ele estuprou Jessica Mann em 2013, em um quarto de hotel em Manhattan. Mann alegou que Weinstein a forçou, enquanto ele afirmou que o relacionamento foi consensual e que ela inventou a acusação após não obter benefícios profissionais. Weinstein já havia sido condenado em 2020 por estupro e agressão sexual, mas a condenação foi anulada em 2024 por irregularidades no julgamento.
Repercussão e impacto do caso
O caso de Weinstein foi um dos estopins do movimento Me Too, que encorajou mulheres a denunciar abusos sexuais cometidos por homens poderosos. Em 2025, um júri o condenou por abuso sexual contra Miriam Haley, mas o absolveu da acusação envolvendo a ex-modelo Kaja Sokola. A anulação do terceiro julgamento reacende debates sobre a justiça em casos de abuso sexual e a influência de figuras poderosas na indústria do entretenimento.