Argentina enfrenta crise energética com aumento de até 100% nas tarifas de gás após reforma da Zona Fria
O governo de Javier Milei aprovou parcialmente na Câmara dos Deputados um projeto de lei que reduz o regime da Zona Fria, excluindo 94 distritos provinciais e impactando cinco milhões de habitantes. Parlamentares e prefeitos da oposição convocam protesto geral contra o aumento de até 100% nas contas de gás, que afetará 1,3 milhão de famílias em Buenos Aires.
Protestos e reações políticas
Parlamentares, vereadores e prefeitos da Fuerza Patria realizaram um encontro em Villa Gesell, na província de Buenos Aires, para organizar um 'protesto com cobertores' em frente ao Senado argentino. A manifestação visa pressionar contra a aprovação do projeto que modifica o regime da Zona Fria, responsável por subsidiar tarifas de gás em regiões mais frias do país. Líderes políticos de municípios como General Madariaga, Balcarce, Tandil, Necochea e Pinamar participaram da reunião e elaboraram um documento oficial de repúdio às mudanças propostas pelo governo de Javier Milei.
Impacto econômico e exclusão de subsídios
A reforma proposta pelo governo argentino prevê o retorno ao projeto original de 2002, excluindo distritos de províncias como Mendoza, San Luis, Santa Fé, Córdoba e Buenos Aires, que haviam sido incluídos na expansão de 2021. Cerca de 1,3 milhão de famílias em Buenos Aires — equivalente a cinco milhões de pessoas — serão diretamente afetadas, com aumentos nas contas de gás variando entre 40% e 100%. Além disso, a medida impactará pequenas e médias empresas (pymes) e comércios locais, agravando a crise econômica já enfrentada pela população.