Anvisa e Paraguai firmam acordo para combater contrabando de medicamentos emagrecedores
A Anvisa firmou um acordo com a Dinavisa (Paraguai) para intensificar a fiscalização na fronteira contra o contrabando e a falsificação de medicamentos, especialmente as canetas injetáveis de tirzepatida e semaglutida. O movimento ocorre após um salto de 172% nas apreensões de emagrecedores em 2026 em comparação a 2025, com milhares de unidades circulando sem registro ou controle sanitário.
Aumento no contrabando e riscos à saúde
O salto nas apreensões reflete a alta demanda por medicamentos emagrecedores que chegam ao Brasil via rotas de fronteira sem a devida fiscalização. A Anvisa alerta que produtos sem registro não garantem a integridade da substância, que exige refrigeração rigorosa. Além disso, o uso de medicamentos sem controle tem gerado um aumento preocupante em notificações de reações adversas, incluindo casos de óbito sob investigação.
Impasse jurídico e disparidade de preços
A proibição de marcas paraguaias de tirzepatida gerou diversas ações judiciais, onde liminares permitiram a importação para uso pessoal devido à grande diferença de preço: a versão aprovada no Brasil custa cerca de R$ 1,4 mil, enquanto a versão paraguaia é comercializada por cerca de R$ 460. Especialistas em direito sanitário questionam essas decisões judiciais, argumentando que o Judiciário não possui competência técnica para sobrepor decisões da agência reguladora em questões de segurança sanitária.